
A alta dos preços internacionais do petróleo começam a fazer efeito no mercado brasileiro. A Petrobras vai reajustar o óleo diesel em 8% nas refinarias a partir de terça-feira (19). É a primeira alta do combustível no ano.
Mesmo com o reajuste, o diesel acumula queda de cerca de 40% neste ano. A última vez que o combustível mais consumido do país ficou mais caro nas refinarias foi em 21 de dezembro
O reajuste é uma consequência da oscilação dos preços no mercado internacional. Os preços do barril de petróleo do tipo Brent acumulam alta de cerca de 40% neste mês, reagindo a cortes de produção e a um relaxamento de medidas de isolamento social tomadas em função da pandemia nos Estados Unidos e em alguns países da Europa.
E a gasolina? A Petrobras decidiu manter o valor da gasolina nas refinarias, após já ter realizado duas elevações neste mês. A queda acumulada da gasolina da Petrobras neste ano também está por volta de 40%.
Esses preços serão repassados ao consumidor? Provavelmente. O repasse dos reajustes nas refinarias até os consumidores finais, nos postos, não é imediato e depende de uma série de questões, como margem da distribuição e revenda, impostos e adição obrigatória de biodiesel.
Os preços vão se estabilizar após o reajuste? É improvável. Segundo o chefe da área de óleo e gás da consultoria INTL FCStone, Thadeu Silva, “o aumento (do diesel) ainda é insuficiente para fazer frente à alta que a gente teve no mercado internacional, considerando a forte alta que estamos tendo no preço do diesel agora no mercado internacional a gente já está mais de 20 centavos defasado. Ou seja, a Petrobras tem embrionada uma alta de mais de 20 centavos ainda no diesel”.
No dia 7 a Petrobrás fez reajuste de 12% no valor e no dia 14 promoveu novo reajuste de 10%.
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