Poderia incluir nesta matéria uma, ou duas, ou três dezenas de escolas municipais de Açailândia que estão nas condições mais precárias que você, caro leitor, possa imaginar. Mas irei falar de apenas uma escola, a Escola Municipal Eduardo Pereira Duarte, localizada na Avenida João Castelo, no Piquiá, um dos maiores e mais importantes bairros de Açailândia. É neste bairro, caso não saiba, onde se move as principais engrenagens da economia açailandense, suas principais fontes de renda.

Também não é a primeira vez que a prefeitura é criticada pela má gestão das escolas públicas. Mas como sabemos, este governo de Juscelino (PCdoB) não é do tipo que leva críticas em considerações, não levou em conta nem mesmo as várias manifestações populares no seu mandato, quem dera alguns posts de internet fossem suficientes.

Esta foto é da Vistoria do MP-MA em 2017.
Veja na foto inicial as condições atuais da fachada
Em 02 de fevereiro do ano passado, o Ministério Público do Maranhão publicou em seu site uma matéria em que afirmava ter cobrado do prefeito melhoria das estruturas físicas das escolas José Egídio Quintal Filho, Almirante Barroso e Eduardo Pereira Duarte. A prefeitura informou como resposta que o município possui 29 escolas em prédios particulares (aluguéis) razão pela qual não se podia fazer investimento em reformas. Mentira tem perna curta: destas três escolas sobre as quais coube a notificação do MP-MA, apenas a escola infantil José Egídio Quintal Filho, localizada no Plano da Serra (bairro vizinho ao Piquiá) funciona em prédio alugado. Almirante Barroso e Eduardo Pereira Duarte, ambas escolas do Piquiá, figuram entre 5 as primeiras escolas da cidade e desde a década de 80 funcionam em prédio da própria prefeitura.

Na vistoria do Ministério Público em 2017 havia sido constatado que as instalações das unidades educacionais não possuíam estrutura para abrigar estudantes: buracos nos telhados, infiltrações, vazamentos, portas quebradas, ventiladores sem funcionamento. 

Já se passou 1 ano, às aulas retornam outra vez e a escola Eduardo Pereira Duarte continua sem reforma, pondo em risco a vida de alunos e funcionários. A última pintura (não falei reforma, falei pintura) foi feita em 2013 quando Gleide Santos assumiu e precisava trocar o azul e amarelo da gestão PSDB pelo vermelho e branco da gestão PMDB. A escola é baixa, com pouca ventilação e iluminação (Lâmpadas e ventiladores quebrados). 




Foto da Vistoria do MP-MA em 2017
Segundo relatos, o telhado se assemelha a peneiras devido a quantidade de telhas quebradas. Não é só a chuva, à frente da escola se encontra a BR 222 e a Avenida João Castelo que o prefeito Juscelino faz questão de deixar sem pavimentação. Não é só a chuva, a poeira também cobre a escola.





Na foto vemos o problema da fiação exposta
Foto recente
Nas madeiras tem cupins; a fiação está velha provocando quedas e oscilações constantes de energia, os fios descascados, tomadas expostas, pondo em risco a vida principalmente das crianças já que a escola abriga alunos do maternal ao nono ano. 










Banheiros sem caixas de descarga; portas quebradas; paredes sujas; bebedouros, torneiras e pias quebradas. Parece que a situação piorou depois da vistoria do Ministério Público, não é mesmo? 

Descaso com a educação e sucateamento de patrimônio público não estava nas suas promessas, prefeito.

Os moradores de Piquiá sofrem continuamente com o descaso do poder público. Até quando?


Por MARCOS ANTONIO