Nelson Teich, tutelado e diminuído | Combate Racismo Ambiental
O ministro da Saúde, Nelson Teich, pediu exoneração nesta sexta-feira (15/05) do governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), antes de completar um mês no cargo depois de substituir Luiz Henrique Mandetta em 17 de abril.

A pasta informou por meio de nota o pedido de demissão do Ministro e marcou uma coletiva para esta tarde.

Assim como Mandetta, Teich também apresentou discordâncias com o presidente Jair Bolsonaro sobre as medidas para combate ao coronavírus:


  • O Uso da cloroquina no tratamento da COVID-19. Bolsonaro quer alterar o protocolo do SUS e permitir aplicação do remédio desde o início do tratamento;
  • O decreto de Bolsonaro nesta semana que ampliou as atividades essenciais no período da pandemia e incluiu salões de beleza, barbearia e academias de ginástica;
  • Detalhes do plano com diretrizes para a saída do isolamento. O presidente defende uma flexibilização mais imedaita e mais ampla.

O presidente já havia acertado ontem com o nº 2 do Ministério, General Eduardo Pazuello ,para assumir o cargo em caso de demissão de Teich - ele é especialista em operações logísticas, como a operação "Acolhida", de resgate de imigrantes venezuelanos e operações das olimpíadas de 2016. Além deste, entre os nomes cotados para assumir o ministério está o de Luiz Froes e do médico e deputado Osmar Terra. 

O ministro foi chamado nesta manhã para reunão no Palácio do Planalto, ele esteve com Bolsonaro e depois voltou para o prédio do Ministério da Saúde e a demissão foi anunciada logo depois.

Bolsonaro reafirmou esta semana que os ministros precisam estar "afinados com ele".