Primeiramente, não tenho interesse em divulgar a notícia que o MEC aprovou Açailândia como cidade potencialmente apta a receber um curso de medicina - aliás, toda mídia açailandense já divulgou a mesma matéria em seus sites e redes sociais utilizando-se do famoso e tradicional método "copia e cola". Aqui, eu quero muito mais fazer uma análise sobre esta notícia.
Alguns dias atrás li em um blog da cidade, o Atual 10, uma discussão sobre a implantação de um curso de medicina em Açailândia e Imperatriz, tentativa que o redator considerava utopia. Um outro blogueiro rebatia dizendo que não era utopia e que o MEC havia feito audiência na cidade. O primeiro envolvido, o Atual 10 fez uma tréplica para se explicar novamente, alegando ter sido mal interpretado por algumas pessoas que atribuíram ao editor a negatividade sobre a implantação deste curso.
Ok. Aí você me pergunta: mas qual o problema nisso?
O problema é a justificativa que o editor do blog utilizou-se para embasar sua teoria da medicina utopia em Açailândia. Fiz um print e deixo abaixo:
Você pode conferir no link: www.atual10.com.br/2018/02/sobre-o-curso-de-medicina-em-acailandia.html.
Mas como assim existe dificuldade de implantar um curso de medicina em locais em que a educação básica tem qualidade melhor?
A hipótese levantada aqui é a de mesmo em municípios onde a educação básica tem qualidade melhor é difícil implantar este curso, imagina em Açailândia que possui uma educação tão debilitada. Apesar de encontrar uma outra interpretação, percebi a sutileza e a habilidade de uma crítica escondida nesta frase.
A hipótese levantada aqui é a de mesmo em municípios onde a educação básica tem qualidade melhor é difícil implantar este curso, imagina em Açailândia que possui uma educação tão debilitada. Apesar de encontrar uma outra interpretação, percebi a sutileza e a habilidade de uma crítica escondida nesta frase.
CURSO DE MEDICINA EM AÇAILÂNDIA: E DAÍ?
Das quatro cidades do Maranhão que estavam concorrendo, apenas Açailândia recebeu classificação "satisfatória", as outras três (Santa Inês, Bacabal e Codó) precisarão recorrer.
Se é uma conquista para Açailândia? Digamos que sim. Mas não vejo motivos para tanta comemoração.
1) Que fique claro, estar contemplada no chamamento público do MEC não garante o curso de imediato. Empresas de educação terão que se interessar e vir para a cidade, ou seja, uma instituição privada. Muitos vão utilizar disto para fazer campanha eleitoral: cuidado com os lobos.
2) A cidade de Imperatriz, nossa vizinha, recebeu no início deste mês de fevereiro o anúncio da abertura do curso de Medicina na UEMASUL, Universidade pública estadual e gratuita. E Açailândia tá comemorando a possibilidade de receber um curso de uma instituição privada?
Você sabe quanto custa a mensalidade de um curso de medicina? O curso de Medicina do CEUMA - melhor instituição privada do Maranhão - custa R$ 8,281 (Oito mil, duzentos e oitenta e um reais), no Campus de Imperatriz e no Campus de São Luís - Renascença.
Tenho certeza que nem mesmo as pessoas mais ricas de Açailândia vão se interessar por um curso desses sabendo que seu filho pode ingressar (com muito estudo, é claro) no curso de Medicina da UFMA ou da UEMASUL em Imperatriz, que juntos irão oferecer 80 vagas anuais.
Acredito que a comemoração deveria ser feita se houvesse negociação com o governador para que o curso da UEMASUL fosse implantado em Açailândia e não em Imperatriz, cidade que já possui dois cursos de medicina. Não custa nada, as duas cidades estão muito próximas, ambas seriam beneficiadas.
Se ainda se interessar pela lista de cidades contempladas pelo MEC, clique para conferir a lista: DIVULGAÇÃO EDITAL
Por MARCOS ANTONIO


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