Gedell, Calero, Jucá, Osório, Serra - os nomes mais conhecidos - e outros que quase passaram despercebidos pela esplanada como Fabiano Silveira, Henrique Alves, Roberto Freire, Raul Jungman, Bruno Araújo, Fernando Coelho, outros 7 membros do CNPCP e outros tantos que não vale à pena nem mesmo recordar. 

Dessa vez foi a vez do Ministro da Indústria e Comércio, Marcos Pereira, membro do Partido Republicando Brasileiro (PRB) e pastor da Igreja Universal. Este já é o segundo, em menos de uma semana. O último havia sido o Ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira que agora vai ser substituído pela deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ), filha de - nada mais, nada menos - Roberto Jefferson (PTB), àquele que foi o primeiro delator do mensalão a mais ou menos dez anos atrás e afirmou a jornalistas que a indicação da filha para o ministério do trabalho ajuda a recuperar a imagem da família. 
Faço depois um post para falar sobre esta nomeação. 

Não é nenhuma novidade que a gestão Temer tenha um dos mais altos índices de mobilidade entre os membros da cúpula do governo.
Marcos Pereira, porém, foi um dos mais fiéis ministros e estava no cargo desde 2016, ou seja, faz parte da primeira equipe de governo de Temer, empossada logo que este assumiu a presidência. 

Na carta que deixou ao presidente diz sentir orgulho de ter feito parte deste projeto (rejeitado por 71% da população), fazendo citações de Confúcio e de o "O flautista de Hamelin". A demissão foi pedida para resolver assuntos pessoais e do partido, o que não é nada incomum, convenhamos. 
A partir de agora vai ser ainda mais comum ver adeptos fieis da administração Temer deixando os cargos, não por causa dos escândalos e denúncias, mas é que para concorrer aos cargos das eleições de 2018, os ministros precisam se afastar com pelo menos 6 meses de antecedência. É claro, ele também é citado na Lava Jato, envolvido em 7 repasses da JBS, mas este não foi motivo para fazê-lo abandonar o emprego. 

Enfim, deixemos que o tempo nos fale mais. 

Marcos Antonio